Uma nova linha?

03/08/2010 | Klaus Brüschke

Na Bienal Internacional do Livro, Cidade Nova vai marcar presença nessa importante cena do mundo editorial e cultural. Entre os lançamentos, “Economia civil: eficiência, equidade, felicidade pública”, de Luigino Bruni e Stefano Zamagni. O livro enriquece a coleção “Em questão”. Essa coleção – como o nome sugere – quer discutir temas de atualidade. E “Economia civil” discute a economia a partir de uma  corrente do pensamento econômico praticamente inexistente no Brasil (nossa tradição econômica é de matriz anglo-saxã, utilitarista), que tem raízes no humanismo civil italiano do século XVII. Para o lançamento do livro vem um de seus autores, o professor Zamagni, da Universidade de Bolonha.

A meu ver, essa corrente do pensamento oferece elementos para tratar das perguntas que a ciência econômica não está sendo capaz de responder no mundo do século XXI. Questões como eficiência, justiça social, papel do Estado, princípio da subsidiariedade, relações humanas, felicidade, entre outros, são tratados de uma maneira surpreendente.

A economia civil é a corrente econômica que acolhe o pensamento da Economia de Comunhão.

O desafio que a Editora Cidade Nova assume é adentrar no mundo acadêmico com abordagens desse nível.

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Arquétipos

16/06/2010 | Klaus Brüschke

Na semana passada, lemos aqui na Editora Cidade Nova um interessante artigo sobre os arquétipos associados às marcas, e o uso que se faz disso na publicidade. Foi um estímulo a conversarmos sobre que arquétipos poderiam ser associados à nossa marca.

Propusemos então um exercício de associação, cujo resultado foi muito interessante, com uma diversidade de visão dos participantes que enseja as mais variadas reflexões – inclusive sobre o que a Editora Cidade Nova está sinalizando para os colaboradores de sua equipe e, especialmente, para seus leitores.

Queremos propor a você esse exercício. É muito simples. Associe a imagem que você tem da Cidade Nova com os seguinte:

  1. Se Cidade Nova fosse um carro, seria um…
  2. Se Cidade Nova fosse um modo de se vestir, seria…
  3. Se Cidade Nova fosse um prato, seria…
  4. Se Cidade Nova fosse um ambiente decorados, seria…
  5. Se Cidade Nova fosse uma condição metereológica, seria…

Vamos nos deixar surpreender com o resultado?

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O texto no contexto: a sociedade hoje

07/06/2010 | Klaus Brüschke

Um dos princípios para qualquer hermenêutica é avaliar o texto no contexto. O mesmo vale para a “cultura da fraternidade”, com a qual a Editora Cidade Nova deseja contribuir em suas publicações.

Num sentido, essa “cultura da fraternidade” pode ser considerada em sua continuidade histórica. Ou seja, ela se assenta numa tradição – especialmente a tradição ocidental cristã. Chiara Lubich chamava a essa tradição de “sapata” (”zoccolo“). E boa parte do trabalho da Escola Abbá (grupo de estudos que, com Chiara, estudava – e continua estudando – os desdobramentos culturais do Carisma da Unidade) é voltado a fazer o link do pensamento dela com a tradição histórica (especialmente na teologia, na filosofica, nas ciências humanas, embora não apenas elas).

Em outro sentido, a “cultura da fraternidade” pode ser considerada no contexto da cultural atual. Ou seja, como essa “cultura da fraternidade” dialoga com a variedade cultural hodiena, com as diversidades que se apresentam, todas efeixadas sob o manto da “pós-modernidade”.

Com o lançamento, em 2009, de Desfazer o desenvolvimento para refazer o mundo (Autores Vários) e, recentemente, de Muhammad Yunus, o banqueiro dos pobres (Peter Spiegel), dando início à coleção Em questão, a Editora Cidade Nova planeja oferecer a seus leitores instrumentos para debaterem o mundo atual, suas demandas históricas, culturais, sociais.

A idéia da coleção é que ela forneça instrumentos para aquelas pessoas que, de alguma forma, estão interessadas e/ou se sentem envolvidas com os rumos de nosso mundo. Portanto, não necessariamente intelectuais, acadêmicos. Mas cidadãos, líderes, formadores de opinião, enfim, “construtores da sociedade”.

Alguém poderá perceber na proposta da coleção a primeira etapa da metodologia “ver-julgar-agir”, que marca a atuação social da Igreja Católica. E o “ver” pode ser feito com um instrumental variado, apontando para perspectivas com que talvez o leitor não concorde, que talvez sejam mesmo polêmicas. Tais análises têm, contudo, o mérito de levantar questões, provocar reflexões, convocar o leitor a se posicionar…

Os próximos dois títulos, já contratados, são traduções de um selo da editora francesa Seuil, La Republique des Idees: As multinacionais do coração,(Thierry Pech e Marc-Olivier Padis) - que discute a atuação e contradições de ONGs internacionais, como o Greenpeace, Médicos sem Fronteiras e outras - e Condições e oportunidades (François Dubet) – que discute a questão da igualdade, ou seja, igualdade de condições vs igualdade de oportunidades (dois “caminhos” que as sociedades atuais perseguem, alternativamente, para superar as desigualdades sociais; ambos os títulos são provisórios).

O que você acha da proposta da coleção? Que temas considera pertinentes serem publicados?

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Publicar sobre Deus Amor

24/05/2010 | Klaus Brüschke

Será que publicar hoje um l ivro sobre Deus Amor ainda é pertinente?

Ao encontro de que demandas, exigências, inquietações, perguntas, necessidades, problemas ele poderia ir?

O que você acha?

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Ainda a Espiritualidade da Unidade

24/05/2010 | Klaus Brüschke

Ainda sobre o projeto editorial de publicar os chamados “12 pontos” da Espiritualidade da Unidade, de Chiara Lubich, em várias reuniões de trabalho e em trocas de e-mails entre o Movimento dos Focolares, o Instituto Chiara Lubich e as Editoras Cidade Nova no mundo, alguns quesitos da nova coleção foram-se delineando:

1. a Coleção deveria ser destinada ao grande público (e não apenas aos membros dos Focolares, que se beneficiariam dela para sua formação);

2. deveria ser composta de textos inéditos;

3. deveria ainda levar em consideração as demandas reais do público leitor, responder às suas buscas e dúvidas e

4. os livros não deveriam ter mais de 140 páginas.

A empreitada logo se mostrou desafiadora:

1. A começar pela seleção de textos inéditos, pois muitíssimo dos escritos de Chiara Lubich já foram publicados.

2. Depois, porque há um rico patrimônio de material pertencente a gêneros os mais variados: cartas, palestras, respostas a perguntas, falas informais. Compor um livro com base nessa heterogeneidade é um trabalho editorial hercúleo.

3. Além disso, seria necessário transpor o material de Chiara em linguagem oral para a linguagem escrita, sem perder o estilo da Autora e com grande fidelidade a seu conteúdo.

4. Outros trechos precisariam ser contextualizados, para serem compreensíveis hoje (uma vez que foram produzidos em outros momentos históricos e culturais). Especialmente os textos dos primórdios dos Focolares, anteriores ao Concílio Vaticano II e influenciados pela linguagem religiosa da época.

 

Nós, da Editora Cidade Nova brasileira, ainda fazemos as seguintes ponderações:

1. As publicações deveriam apontar a aplicabilidade da espiritualidade nas relações e situações concretas, ordinárias ou extraordinárias, do “homem comum”;

2. também precisariam apontar a genuinidade da espiritualidade, do pensamento e da vida de Chiara Lubich (especialmente quando se considera as tendências da religiosidade nos dias atuais);

3. além de apontar para a consonância com o ensinamento da Igreja Católica, universal e no Brasil;

4. finalmente, deveriam ter o cuidado didático de não insinuar uma “teologia da prosperidade” ou de reduzir a espiritualidade a uma “autoajuda cristianizada”.

O primeiro volume, sobre Deus Amor, já começa a ser trabalhado.

O que você acha dessa proposta editorial? E dessas ponderações?

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Um Blog da Editora Cidadenova http://www.cidadenova.org.br